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VITÓRIA POR 1X0 E AVANÇO NA COPA DO BRASIL

domingo, 15 de maio de 2011

Gols de Arouca e Neymar dão bi ao Santos


Foi dramático, como final normalmente é. Chuva fina, campo molhado, falhas de goleiros. Nervosismo, tensão e, finalmente, explosão. O Santos é bicampeão paulista. Um título histórico, o primeiro conquistado em uma decisão de fato na Vila Belmiro. E mais especial ainda para os santistas: em cima do Corinthians, o maior rival. A vitória por 2 a 1, neste domingo, na Vila Belmiro (o jogo de ida, domingo passado, no Pacaembu, havia sido 0 a 0), deu ao Peixe seu 19º título estadual e confirmou a vocação vitoriosa da nova geração de Meninos da Vila, capitaneada por Neymar.
O primeiro tempo foi do Santos. Não por acaso, o time da Vila Belmiro abriu o placar aos 16 minutos, com Arouca. Ele mesmo, o volante que não marcava desde o dia 5 de novembro de 2008, quando garantiu a vitória do Fluminense sobre o Figueirenre, por 1 a 0, pelo Brasileirão. Durante a semana, o volante chegou a dizer que sonhava marcar seu primeiro gol com a camisa branca numa final de campeonato. Profecia realizada.
Antes desse gol, o Peixe já havia chegado perto aos sete minutos, em um chute cruzado de Léo. O Corinthians, embora tivesse mais a bola, tinha dificuldades para criar jogadas. Liedson, isolado, saía demais da área. Jorge Henrique e Dentinho mal foram vistos em campo, presas fáceis para a ótima marcação santista. Aos 20 minutos, preocupação para o Santos. Jonathan correu para fazer uma cobertura pela direita e sentiu uma fisgada na coxa direita. Foi substituído por Pará. O nível do time da casa não caiu.
Adriano, leão de chácara da zaga da equipe praiana, não deixou Bruno César em paz. Ganhou todas as dividas e mostrou rapidez de raciocínio nas antecipações. Com isso, o Santos passou a criar muitas chances. Aos 34, Arouca acertou a trave com uma bomba de pé direito, aproveitando rebote numa cobrança de escanteio. Acuado, o Corinthians apelava para chutões em direção da área. Sem muito sucesso. Tanto que Rafael terminou o primeiro tempo sem praticar defesas difíceis.

Jogadores do Santos com a taça de campeão paulista de 2011 (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com
A marcação santista era eficiente também porque Alan Patrick e Zé Eduardo voltavam para batalhar a posse de bola, dando um refresco para os volantes. Neymar, mais à frente, driblava de um lado para o outro e dava passes muito bons, como o que acertou aos 39 para Alan Patrick. A bola veio por cima e o meia tentou completar de primeira. Mandou por cima do gol.
Nas arquibancadas, os torcedores do Santos empurravam o time criando um ambiente que misturava alegria e tensão. Os corintianos, em minoria, chegaram a se calar no momento do gol santista, mas passaram a cantar, empurrando o time para a virada. Era o Peixe, porém, quem estava mais perto do gol.
O primeiro título do Santos FC conquistado na Vila Belmiro com uma final (formato mata-mata) já começou histórico na abertura do placar da partida. Arouca, que já havia declarado durante a semana sonhar com esse gol, abriu o marcador do confronto e anotou o primeiro com a camisa do Peixe, agora em 66 partidas pelo Clube. Na segunda etapa, para abrilhantar a história que será contada sobre o jogo daqui para frente, Neymar, o craque santista, fez o segundo aos 38. Morais diminuiu para o Corinthians aos 40. No fim, 2 a 1 no placar e Alvinegro Praiano bicampeão Paulista.
Aos 43, Neymar apareceu livre pela esquerda. A zaga corintiana parou pedindo impedimento. A arbitragem mandou o lance seguir. O astro santista chegou de frente para Julio Cesar e não conseguiu concluir bem. Tentou um chute no vácuo, balançou o corpo, mas o camisa 1 se manteve parado. Numa última tentativa, Neymar tentou acertar o vão entre as pernas do corintiano, mas errou o alvo. A bola bateu no adversário e saiu.
Corinthians tenta apertar, mas Santos se segura
Arouca comemora o seu primeiro gol com a camisa
do Peixe (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
Novamente, o Corinthians passou a maior parte do tempo com a bola na etapa complementar. Rondou mais a área santista, trocou mais passes, mas tinha extrema dificuldade até para dominar a bola. Jorge Henrique não conseguia se aproximar de Liedson, que, sozinho, lutava no meio dos defensores santistas. A única chance mais clara para a equipe visitante saiu aos 14 minutos, quando Willian pegou rebote da zaga e emendou um tiro forte de direita. Rafael espalmou para a frente. Durval completou o corte.
O Santos, retraído, tentava encaixar algum contra-ataque. Faltava, porém, alguém para acertar o passe final. Alan Patrick não conseguia dar sequência aos lances. Neymar, sozinho à frente, corria de um lado para o outro, só via a bola chegar pelo alto. Elano, que poderia armar, estava atuando como volante. Na única vez que o astro conseguiu dominar a bola, levou perigo, aos 12. Ele recebeu pela esquerda e veio cortando para o meio. Rolou para Elano, que entrava livre. O chute, rasteiro e cruzado, foi para fora.
O jogo se tornava perigoso para o Santos. Preso demais lá atrás, a equipe de Muricy Ramalho apenas se segurava. Por volta dos 28 minutos, a chuva começou a cair mais forte, o que deu uma maior carga de dramaticidade à partida.

À medida que o tempo passava, a pressão corintiana aumentava muito. O Timão se lançava inteiro para o ataque, abrindo enormes espaços para o Peixe contra-atacar. Os atacantes do time da Baixada, porém, estavam extenuados. De repente, Neymar. Aos 38, ele recebeu pela esquerda, arrancou em velocidade. Mas, cansado, arrematou bem fraco. O chute, rasteiro e colocado, morreria fácil nas mãos de Julio Cesar. No entanto, o camisa 1 do Timão, em um lance de extrema infelicidade, deixou a bola escapar. Ela demorou eternos segundos para ultrapassar a linha, caprichosa, dramática, para fazer a Vila Belmiro explodir.
A torcida santista já gritava "é campeão", mas o jogo ainda não havia acabado. Aos 41, foi a vez de Rafael falhar. O goleiro, que estava seis jogos sem sofrer gols, saiu mal e Morais aproveitou, diminuindo a vantagem santista. Não havia tempo para mais nada porém. O Alvinegro se segurou lá atrás e esperou o apito final para comemorar o título.
SANTOS 2 X 1 CORINTHIANS
Rafael, Jonathan (Pará), Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Arouca, Elano e Alan Patrick (Possebon); Neymar e Zé Eduardo.Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho (Ramires), Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson.
Técnico: Muricy RamalhoTécnico: Tite
Gols: Arouca, aos 16 minutos do primeiro tempo; Neymar, 38, Morais, 41 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Chicão, Fábio Santos, Liedson (Corinthians), Elano, Pará, Léo (Santos)
Local: Vila Belmiro. Data: 15/5/2011. Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira. Auxiliares: Luiz Flávio serão David Botelho Barbosa e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo. Renda e público: R$ 745.610,00 público: 14.32

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Santos FC vence Once Caldas por 1 a 0 na Colômbia e garante vantagem para partida de volta pela vaga na semifinal da Libertadores

disputar a primeira partida da final do Paulistão no último domingo (08), enfrentar uma viagem até a Colômbia, após uma longa sequência de jogos decisivos, era difícil imaginar que o Santos FC se sairia tão bem dentro de campo contra o Once Caldas como no confronto desta quarta-feira (11). Mas é incrível como o Alvinegro Praiano supera cada vez mais as expectativas da nação santista. (Assista ao gol santista no vídeo ao lado)

A partida aconteceu no Estádio Pallogrande, casa do adversário, e foi a primeira na disputa pela vaga na semifinal da Libertadores da América. No começo do confronto, parecia que a torcida alvinegra assistiria a um empate sem gols, até que o craque Neymar fez um belo passe para Alan Patrick, que marcou o gol da vitória santista contra o Once Caldas.

No segundo tempo, o Peixe reafirmou-se ainda mais no confronto e conseguiu garantir a vantagem para o jogo de volta, que acontecerá na próxima quarta-feira (18), no Pacaembu. Na decisão, o Santos FC jogará pelo empate. Se o Once Caldas vencer por um gol de diferença no tempo regular, a decisão vai aos pênaltis.

Mas antes desse jogo, o Peixe entra em campo contra o Corinthians, neste domingo (15), na Vila Belmiro, pela grande final do Campeonato Paulista.


O jogo
Durante boa parte do primeiro tempo, o Santos FC teve dificuldade de encontrar o melhor caminho para o gol do adversário. O primeiro lance do jogo veio por parte do Once Caldas, que chegou com perigo, mas não conseguiu finalizar.

A primeira oportunidade do Peixe surgiu aos cinco minutos, quando Neymar recebeu de Zé Eduardo e chutou de pé esquerdo, mas mandou a bola por cima do gol.

Depois desse lance, o Alvinegro Praiano conseguia manter o toque de bola na saída, mas era barrado pela zaga do Once nas finalizações. Por isso, a outra boa chance do Santos FC só apareceu aos 26 minutos, quando Zé Eduardo subiu com velocidade pela direita e chutou cruzado. O goleiro colombiano conseguiu defender.

O Once Caldas chegou algumas vezes no ataque, mas o goleiro Rafael e a zaga santista desempenharam bem o seu papel.

Aos 38, Danilo dói derrubado na lateral esquerda e o camisa 4 do Once recebeu cartão amarelo. Na cobrança, Elano chutou com força, mas a zaga adversária afastou.

Parecia que o primeiro tempo terminaria empatado sem gols, até que, aos 42, Neymar dominou a bola, cortou pelo meio e lançou para Alan Patrick, que subia pela esquerda e não desperdiçou, balançou as redes no Estádio Pallogrande.

Segundo tempo
Sem alterações na equipe, o Peixe voltou com tudo para a segunda etapa do confronto. Já nos dois primeiros minutos, teve duas boas oportunidades de ampliar o placar. Em uma delas, Alan Patrick ficou cara a cara com o goleiro, que fez uma excelente defesa.

Aos 14 minutos, Neymar foi segurado na entrada da área e o jogador Calles, do Once, foi expulso por receber o segundo cartão amarelo.

E o Alvinegro Praiano não saiu do ataque. Neymar foi derrubado pela terceira vez seguida aos 19 minutos. Na cobrança da falta, Elano bateu no travessão, quase fazendo o segundo tento do Peixe.

A partir dos 30 minutos, a equipe do Once Caldas pressionou e se colocou inteira ao ataque para tentar reverter o placar dentro de casa, mas a zaga do Santos FC foi mais eficiente, e conseguiu segurar o resultado.

Durante as investidas do time colombiano, Neymar chegou perto de marcar aos 34 minutos. Ele recebeu de Zé Eduardo e chutou direto ao gol, mas o goleiro defendeu.

Mesmo diante de todas as investidas do Once Caldas, o time do Peixe conseguiu administrar o resultado, conseguindo a vitória por 1 a 0 na Colômbia.
Ficha Técnica
Once Caldas 0 x 1 Santos FC
Gols: Alan Patrick, aos 42 minutos do primeiro tempo
Cartões Amarelos: Calle, Palacios (Once Caldas); Rafael, Edu Dracena, Zé Eduardo (Santos FC)
Cartões Vermelhos: Calle (Once Caldas)
Árbitro: Juan Soto (VEN)
Auxiliares: Luis Sanchez e Jorge Ullego
Local: Estádio Palogrande, em Manizales (COL)
Data: 11/05/2011
Horário: 21h50
Once Caldas Martínez, Calle, Amaya, Henriquez e Nuñez; Mejia, Henao, Pajoy (Gonzalez) e Mirabaje (Palacios); Dayro Moreno e Rentería. Técnico Juan Carlos Osório.
Santos FC Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro); Adriano, Danilo, Elano (Bruno Aguiar) e Alan Patrick (Felipe Anderson); Neymar e Zé Eduardo. Técnico Muricy Ramalho

domingo, 8 de maio de 2011

PRIMEIRO ROUND DA FINAL DO PAULISTÃO TERMINA SEM GOLS

Corinthians e Santos não saíram de um empate por 0 a 0 na tarde deste domingo, no Pacaembu, em jogo válido pela primeira partida da final do Campeonato Paulista. O segundo e decisivo confronto será daqui a uma semana, com mando de campo santista, na Vila Belmiro.
A única vantagem da equipe litorânea será justamente a de decidir o título em seus domínios, já que a melhor classificação do Santos nas fases anteriores não lhe permite nova igualdade – outro empate na Baixada levará a disputa do título para as cobranças de pênalti.

08/05/2011 Futebol
Para o Santos FC, duas bolas na trave em chutes de Neymar e uma chegada providencial de Chicão para salvar quase em cima da linha após finalização de Danilo. Para o Corinthians, Liedson também acertou a trave. Mesmo com esse panorama, o placar ficou no 0 a 0 neste domingo (08), no Pacembu, no primeiro jogo da final do Paulistão.
O jogo – Sem Alessandro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o técnico Tite improvisou o zagueiro Wallace na lateral direita para marcar as subidas de Neymar. Já no ataque, mesmo com a boa fase das últimas partidas, Willian não tomou a titularidade de Dentinho.
Muricy Ramalho, por sua vez, não pôs em campo o Santos que fez o último coletivo antes do clássico. Em vez do esquema 4-5-1 treinado, ele manteve o time com um atacante a mais – Zé Eduardo – e colocou Alex Sandro na lateral esquerda, deixando Pará entre os reservas.
Quando a bola rolou, depois de um perigoso chute do volante Paulinho, à esquerda do gol de Rafael, o jogo se mostrou equilibrado. No primeiro duelo com Wallace, Neymar, que invertia o lado do campo com Zé Eduardo a todo instante, foi derrubado e arrancou cartão amarelo.
A estrela santista assustou Júlio César uma vez na primeira etapa: Neymar recebeu bola na ponta, passou como quis pela zaga corintiana e acertou a trave direita do goleiro. A resposta veio em seguida, com Bruno César, que avançou com a bola e chutou acima de Rafael.
Antes do final do primeiro tempo, marcado por poucas chances de gol, ainda sobrou tempo para Paulo Henrique Ganso se machucar. O meia até voltou a campo, mas desceu para o vestiário reclamando de dores e foi substituído por Alan Patrick na volta para a etapa final.
Apesar de perder um de seus melhores jogadores, o Santos voltou bem para o jogo, sob comando de Neymar. Aos nove minutos, ele colocou Alan Patrick em ótima condição. O atacante encobriu Júlio César, mas Chicão se recuperou e impediu o gol quase em cima da linha.
Neymar voltou a assustar a defesa corintiana nos minutos seguintes. Primeiramente, ele acertou um forte chute cruzado da esquerda, e Júlio César quase soltou a bola. Logo depois, ele tabelou na entrada da área e, de frente para o goleiro do Corinthians, carimbou o travessão.
O sufoco acordou o Corinthians, que levou perigo em um lindo voleio do lateral-esquerdo Fábio Santos que acertou o travessão, mas o ataque já estava parado por impedimento. Mais tarde, com o adversário cansado, Liedson ainda acertou a trave direita de Rafael. Mas o apito final de Cléber Wellington Abade confirmou o empate em branco e reservou os gols para a Vila.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 0 X 0 SANTOS
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 8 de maio de 2011, domingo
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Cleber Wellington Abade (SP)
Assistentes: Rogério Pablos Zanardo e Fausto Augusto Viana Moretti (ambos de SP)
Assistentes adicionais: Guilherme Ceretta de Lima e Aurélio Sant’anna Martins (ambos de SP)
Cartões amarelos: Wallace (Corinthians). Neymar e Adriano (Santos)
Público: 34.547 pagantes
Renda: R$1.412.840,00
CORINTHIANS: Julio Cesar; Wallace (Ramires), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson. T: Tite.
SANTOS: Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Adriano, Danilo, Elano (Pará) e Paulo Henrique Ganso (Alan Patrick); Zé Eduardo (Keirrison) e Neymar. T: Muricy Ramalho.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Santos FC arranca empate com o América e se classifica para as quartas de final da Libertadores

Em grande noite do goleiro, Peixe segura empate e agora espera por Cruzeiro ou Once Caldas. Raposa tem vantagem
Em jogo tenso e com grande atuação do goleiro Rafael, o Santos conseguiu superar a pressão do América-MEX, fora de casa, e segurou um empate em 0 a 0 no jogo de volta das oitavas de final da Copa Santander Libertadores. Com o resultado, o Peixe avança às quartas-de-final da competição.
Antes da competição sul-americana, o Santos volta às suas atenções ao Paulistão. O time da Vila Belmiro encara no próximo domingo, no Pacaembu, a partida de ida da final do Campeonato Paulista, diante do Corinthians.
Pela Libertadores, o Peixe espera o vencedor do jogo entre Cruzeiro e Once Caldas nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, para conhecer seu adversário nas quartas-de-final. A Raposa venceu a primeira partida, na Colômbia, por 2 a 1.
Os dois períodos da partida foram bem distintos. No primeiro tempo, o jogo teve um predomínio da marcação e do posicionamento defensivo. No segundo, foi a vez da correria entrar em campo. No fim, Rafael brilhou e o Peixe conseguiu o que precisava para avançar.
Predomínio tático
No início do primeiro tempo, a equipe mexicana começou pressionando o time santista. Com a bola, os atacantes do América-MEX se colocavam atrás dos laterais santistas e corriam para dentro da área, em diagonal. Defensivamente, o time alternava o 3-5-2 e o 4-4-2, com Montenegro chegando bastante ao ataque.
Contudo, a pressão não foi muito efetiva neste início de jogo. Taticamente, os volantes do Santos voltaram para auxiliar na marcação, mas essa movimentação comprometeu a saída para o ataque. O panorama mudou a partir dos 15 minutos, quando o Peixe equilibrou a partida.
O Santos também teve pela frente um time bem postado defensivamente, que não permitiu a aproximação e penetração na área e também dificultou a troca de passes, mesmo nos contra-ataques. Resultado: no primeiro tempo, o Santos chegou pouco ao gol e arriscou cruzamentos e chutes de longa distância.
O América-MEX, por sua vez, também abusou das bolas alçadas, mas conseguiu levar perigo e criar as melhores chances: com a cabeçada de Mosquera, aos 23, e o cruzamento de Montenegro, aos 30, mas foi só. E assim terminou um primeiro tempo de predomínio tático.
Efeito inverso
Se no primeiro tempo a marcação prevaleceu, na segunda etapa o predomínio foi da movimentação. O Santos começou pressionando a equipe do América-MEX e tentando definir a partida, enquanto o time mexicano contra-atacava.
A temperatura do jogo subiu muito e, em menos de dez minutos, três jogadores do América-MEX levaram cartão amarelo. Assim como fez na semifinal do Paulistão diante do São Paulo (vitória por 2 a 0), o técnico Muricy Ramalho substituiu Zé Eduardo por Bruno Aguiar.
Contudo, a mexida teve o efeito inverso. Diante de um time mais bem postado defensivamente do que o São Paulo foi no Paulistão, o ataque santista foi neutralizado pela defesa mexicana e o time atraiu a equipe mexicana para si.
O que se viu, então, foi um verdadeiro bombardeio ao gol de Rafael em chutes de longa distância e bolas alçadas. Aí brilhou a estrela do goleiro santista, que fez pelo menos três ótimas defesas. Contudo, a pressão não foi suficiente e o jogo ficou empatado em 0 a 0.
FICHA TÉCNICA:
AMÉRICA-MEX 0 X 0 SANTOS

Estádio: La Corregidora, em Querétaro (MEX)
Data/hora: 3/5/2011 - 22h45 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Vera (EQU)
Auxiliares: Luis Alvarado (EQU) e Marco Muzo (EQU)
Renda/público: Não disponível
Cartões amarelos: Sánchez, Valenzuela e Reyes (AME)
Cartões vermelhos: -
GOLS: -

AMÉRICA (MEX): Ochoa, Rojas, Valenzuela, Mosquera e Reyes; Treviño, Rosinei, Pardo (Reyna, 6'/2ºT) e Montenegro (Ivan Gallardo, 27'/2ºT); Vuoso e Sánchez (Esqueda, 8'/2ºT). Técnico: Carlos Reynoso.
SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena (Alex Sandro, 39'/2ºT), Durval e Léo; Adriano, Arouca (Rodrigo Possebon, 11'/2ºT), Danilo e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, 17'/2ºT). Técnico: Muricy Ramalho.



sábado, 30 de abril de 2011

É FINAL, MEU FILHO! SANTOS DE MURICY VENCE O SÃO PAULO

Muricy Ramalho saiu do São Paulo com a imagem muito desgastada em 2009. Com o estigma de "amarelão" em fases eliminatórias, o treinador pode, enfim, ir à desforra justamente contra o ex-time dois anos depois. Com uma alteração sua que mudou os rumos da partida, o Santos de Muricy venceu o São Paulo por 2 a 0 em pleno Morumbi, na tarde deste sábado, e se classificou para as finais do Campeonato Paulista.
Os gols de Elano, de cabeça, e de Ganso põem o Peixe na decisão do Paulistão, para enfrentar o vencedor de Palmeiras e Corinthians no próximo domingo. Os arquirrivais jogam a outra semifinal neste domingo, às 16h, no Pacaembu.
A vitória santista representa a quinta eliminação seguida do São Paulo em semifinais do Estadual. Depois de São Caetano, em 2007; Palmeiras, em 2008; Corinthians, em 2009; Santos, em 2010 e agora em 2011, o Tricolor contabiliza mais um mau resultado em mata-mata no Campeonato Paulista.
O Peixe, por outro lado, chega à terceira final seguida na competição. Muricy Ramalho também curte momento de rei na Vila Belmiro: o treinador ainda está invicto no comando do Santos.
O San-São deste domingo teve emoção do começo ao fim. O Peixe, que teve as melhores chances do primeiro tempo mas viu o arquirrival crescer de produção ainda na etapa inicial, conseguiu chegar à vitória graças a dois fatores: a visão tática de Muricy Ramalho, que aproximou Ganso e Elano do ataque ao sacar Zé Eduardo no intervalo; e a individualidade dos Meninos da Vila. Neymar e Paulo Henrique Ganso só não fizeram chover na segunda etapa!
SAN-SÃO À MIL POR HORA
Nada de precaução! Como o Peixe tem o América (MEX) pela frente em Querétaro na próxima terça-feira, a expectativa era de que alguns jogadores titulares fossem preservados e não jogassem o San-São. Ledo engano. Nenhum jogador santista quis ficar de fora da decisão e Muricy Ramalho acabou escalando força máxima. Pelo lado do Tricolor, Carpegiani, a não ser pela ausência de Lucas, machucado, também tinha praticamente todos os titulares à disposição. Espetáculo formado! 
O Santos queria repetir o desempenho da primeira fase, quando bateu o Tricolor na Arena Barueri por 2 a 0, na quinta rodada. E a partida começou do jeito que o torcedor gosta: com velocidade e chances para ambos os lados.
A tônica do primeiro tempo acabou sendo a desatenção dos defensores, presas fáceis para os rápidos homens de ataque - das duas equipes. Logo a 2 minutos, Alex Silva bobeou na entrada da área e foi desarmado por Neymar. A Joia invadiu a área e finalizou com o pé esquerdo, Rogério tocou e a bola beliscou a trave tricolor.
Na sequência, Marlos fez o mesmo que Neymar, desarmou um desatento Danilo na intermediária e disparou rumo à área. O camisa 11 são-paulino só parou em Durval, que o travou na hora do chute.
Discreto, Ganso reservou alguns bons momentos para aparecer - e ser decisivo. Aos 18, ele enxergou Léo livre na esquerda e o lateral chutou forte, para boa defesa de Rogério. Doze minutos mais tarde, quem viu Léo, muito participativo em campo, foi Neymar. A Joia deu um belo toque de calcanhar e Léo foi travado por Xandão no momento derradeiro.
O São Paulo, jogando com a torcida a favor, precisava equiparar forças e mostrar seu arsenal. E Dagoberto, responsável pela classificação do Tricolor às quartas de final da Copa do Brasil, levou o time adiante. Aos 32, Dagol fez fila e chutou de esquerda. Um minuto depois, ele aproveitou falha de Jonathan - mais um defensor dando bobeira no clássico - e arrematou para boa defesa de Rafael. Na sobra, Ilsinho ainda parou na muralha santista novamente.
O Tricolor sentiu o aviso de Dagoberto e passou a agredir mais o rival. A partir daí, as tabelas entre Ilsinho, Jean e Marlos pelo lado direito, à exemplo das partidas do São Paulo contra o Goiás, voltaram a surtir efeito e a levantar a torcida no Morumbi.
Se a primeira etapa não terminou da maneira como começou, de forma alucinante nos primeiros minutos, ao menos deu a promessa de um segundo tempo ainda mais saboroso.
No intervalo, um fato inusitado: Muricy Ramalho, que saiu do São Paulo de forma conturbada em 2009, viu seu nome ser cantado por torcedores tricolores no Morumbi.
MUDANÇA FATAL
Já sem o sol forte dos primeiros 45 minutos, o Santos começou ditando as regras da segunda etapa. Com o zagueiro Bruno Aguiar no lugar de Zé Eduardo, Muricy voltou ao seu esquema predileto, o 3-5-2, aproximou Ganso e Elano do ataque e fez Jonathan participar efetivamente da partida.
Primeiro, Neymar colocou o camisa 4 na cara do gol, mas Juan atrapalhou o santista na hora do chute. Em seguida, a Joia enxergou Jonathan novamente no lado oposto do ataque. Já dentro da área, o ex-cruzeirense hesitou em chutar e cruzou para Léo emendar torto. Neymar quase aproveitou de letra.
O São Paulo parecia atrapalhado no começo de segundo tempo e nem mesmo o apoio vindo das arquibancadas parecia mudar o panorama do jogo.
O que parecia inevitável, e que começou com a alteração de Muricy, aconteceu: o Santos abriu o placar do San-São, com Elano, aos 15 minutos. Ganso recebeu na área, ganhou da zaga adversária e cruzou, ou melhor, colocou a bola na cabeça do camisa 8. Gol de Elano, para abrir o marcador no Morumbi!
O Tricolor, em um momento de desespero, se lançou ao ataque, especialmente após a entrada de Fernandão. Com investidas atabalhoadas, o São Paulo esperava uma sobra na área para que o camisa 15 aproveitasse. Mas a defesa do Peixe estava atenta, e jogou nos colos de Paulo Henrique Ganso a responsabilidade de decidir o jogo.
E ele correspondeu! Aos 27, o maestro do Peixe lançou Neymar e a Joia se viu diante de dois marcadores dentro da área. Como um jogador experiente, Neymar parou a jogada e enxergou Ganso vindo por trás. O camisa 10 tocou de primeira e deu números finais ao jogo.
Nos minutos finais e com 2 a 0 á favor, Muricy ganhou uma pequena dor de cabeça. Elano se esticou para afastar bola na área e sentiu o músculo adutor da coxa direita. O meia pode ser dúvida para a decisão contra o América (MEX), na terça-feira.
Coube ao Tricolor tocar a bola e tentar abrir espaços, mas a tão criticada zaga do Santos manteve-se impenetrável. 2 a 0 e terceira final seguida do Santos em Campeonatos Paulistas. Depois de perder para o Corinthians em 2009, o Peixe bateu o Santo André em 2010 e agora aguarda Palmeiras ou Corinthians para buscar o bicampeonato estadual.
As duas equipes ainda têm compromissos em competições paralelas. São Paulo encara o Avaí na próxima quarta-feira, em partida válida pelas quartas de finais da Copa do Brasil, no Morumbi. Um dia antes, o Santos duela com o América (MEX), em Querétaro, pelas oitavas da Copa Santander Libertadores.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 0X2 SANTOS
Estádio: Morumbi, São Paulo (SP)
Data/hora: 30/4/2011 - 21h50
Árbitro: Raphael Claus
Auxiliares: Luis Alexandre Nilsen e Guilherme Ceretta de Lima

Renda/público: R$ 1.232.468,00 / 44.675 pagantes
Cartões amarelos: Casemiro, Miranda, Juan (SPO); Ganso (SAN)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Elano, 15'/2ºT (0-1); Ganso, 27'/2ºT (0-2)
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Xandão, Alex Silva, Miranda; Jean, Casemiro (Fernandão 18'/2ºT), Carlinhos, Ilsinho (Willian 44'/2ºT) e Juan; Marlos (Rivaldo 24'/2ºT) e Dagoberto. Técnico: Paulo César Carpegiani.
SANTOS: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo (Alex Sandro 29'/2ºT); Arouca, Danilo, Elano (Adriano 34'/2ºT) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Bruno Aguiar, intervalo). Técnico: Muricy Ramalho.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

Com gol de Ganso, Santos FC vence América-MEX por 1 a 0 no primeiro jogo das oitavas da Libertadores

Com um gol do meia PH Ganso, o Santos FC conquistou uma vitória de 1 a 0 nos primeiros 90 minutos da decisão contra o América-MEX, pelas oitavas de final da Libertadores. O confronto aconteceu nesta quarta-feira (27), na Vila Belmiro. O jogo de volta acontece na próxima terça-feira (03), às 22h45 (horário de Brasília), no Estádio La Corregidora, em Querétaro, no México. Pelas regras da competição, o time santista pode até perder por um gol de diferença desde que marque um (2 a 1, por exemplo) para garantir vaga nas quartas de final. Se o time mexicano vencer por 1 a 0, o jogo vai para os pênaltis.
Agora, o Peixe volta suas atenções para o Campeonato Paulista. No sábado (29), às 16 horas, no Morumbi, o time decide com o São Paulo em jogo único uma vaga na final do estadual.
Jogo
O Peixe entrou em campo com Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano e PH Ganso; Neymar e Zé Eduardo. Na segunda etapa, Alan Patrick entrou no lugar de Zé Eduardo (36 minutos) e Adriano na vaga de Elano (44 minutos).
Aos sete minutos, Mosquera cometeu falta em Zé Eduardo à direita da grande área. Na cobrança, Elano bateu fechado e Ochoa espalmou. Neymar ainda ficou com a sobra e tentou o cruzamento. Após bate rebate, a zaga do time mexicano afastou o perigo.
Aos 21, Neymar cobrou escanteio da esquerda da área mexicana com toque curto para Ganso. Dentro da área, o meia bateu de direita por cima do gol.
Já aos 24, Mosquera cometeu nova falta em Zé Eduardo do lado direito da grande área. Elano, mais uma vez, cobrou fechado e Ochoa tirou de soco.
Aos 28, após vacilo da zaga mexicana, Neymar ficou com a sobra e arriscou da entrada da área. A bola desviou no defensor e saiu por cima do gol.
O América respondeu no minuto seguinte. Após chute de fora da área, Rafael espalmou para escanteio.
Aos 31, em mais uma falta sofrida na direita da área mexicana, dessa vez por Danilo, Elano cobrou fechado e Ochoa desviou. Na sequência do lance, Danilo pegou a sobra e arriscou de fora da área, mas o goleiro mexicano conseguiu encaixar.
Dois minutos depois, Danilo avançou da intermediária e bateu por cima do gol. A bola passou tirando tinta do travessão de Ochoa.
Já aos 35, Jonathan recebeu lançamento de Elano dentro da área, mas foi travado no momento do chute.
Depois de tanto pressionar, aos 38 não teve jeito. Neymar tocou para Ganso na entrada da área. O meia chutou rasteiro no canto esquerdo de Ochoa, sem chances para o goleiro: 1 a 0.
Segundo tempo
Na segunda etapa, logo aos dois minutos, Ganso tocou para Zé Eduardo na entrada da área. O atacante fez o giro e bateu rasteiro. A bola passou perto do gol de Ochoa.
Aos 10 minutos, o América-MEX respondeu. Layún tentou lançamento da intermediária e a bola bateu no travessão de Rafael.
O Peixe voltou ao ataque aos 15. Neymar deu lindo corte no zagueiro mexicano dentro da área pela esquerda e cruzou rasteiro, mas ninguém conseguiu desviar.
Aos 24, Ganso lançou Elano na área do América. O meia chegou finalizando, mas Ochoa espalmou.
No minuto seguinte, Léo sofreu falta na entrada da área. Na cobrança, Elano tirou da barreira, mas o chute foi para fora.
Já aos 27, Neymar recebeu de Elano e passou em profundidade para Léo. O lateral cruzou rasteiro da linha de fundo, mas o zagueiro do time mexicano conseguiu afastar.
O América respondeu aos 28 com chute de fora da área de x que passou perto da meta de Rafael.
Aos 29, Elano lançou para Jonathan dentro da área. O lateral finalizou, mas a zaga desviou para escanteio.
Aos 36, Muricy colocou Alan Patrick no lugar de Zé Eduardo.
Já aos 42, Elano cruzou e a zaga afastou no momento da finalização.
Dois minutos depois, Adriano entrou no lugar de Elano.
Nos acréscimos, aos 46, Layún cometeu falta em Léo, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Na cobrança, Neymar bateu fechado e a zaga afastou.
Com um gol do meia PH Ganso, o Santos FC conquistou uma vitória de 1 a 0 nos primeiros 90 minutos da decisão contra o América-MEX, pelas oitavas de final da Libertadores. O confronto aconteceu nesta quarta-feira (27), na Vila Belmiro. O jogo de volta acontece na próxima terça-feira (03), às 22h45 (horário de Brasília), no Estádio La Corregidora, em Querétaro, no México. Pelas regras da competição, o time santista pode até perder por um gol de diferença desde que marque um (2 a 1, por exemplo) para garantir vaga nas quartas de final. Se o time mexicano vencer por 1 a 0, o jogo vai para os pênaltis

Ficha Técnica
Santos FC 1 x 0 América-MEX
Gols: Ganso, 38 minutos do primeiro tempo
Cartões Amarelos: Danilo, Adriano (Santos FC); Rojas, Mosquera (América-MEX).
Cartões Vermelhos: Layún (América)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Miguel Nievas (URU)
Local: Vila Belmiro
Data: 27/04/2011
Horário: 21h50
Santos FC Rafael; Jonathan, Dracena, Durval e Léo; Arouca, Danilo, Elano (Adriano) e Ganso; Neymar e Zé Eduardo (Alan Patrick). Técnico: Muricy Ramalho
América-MEX Ochoa, Valenzuela, Mosquera, Cervantes (Layun) e Rojas; Rosinei, Olivera (Sánchez), Vuoso (Reyna) e Reyes; Martínez e Marques. Técnico: Carlos Reinoso