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VITÓRIA POR 1X0 E AVANÇO NA COPA DO BRASIL

domingo, 1 de agosto de 2010

Prudente erra dois pênaltis no final e Santos, com reservas, vence



Vitória com as mãos de Rafael e da sorte (Ag. Estado)
Vitória com as mãos de Rafael e da sorte
Contra o Prudente, reservas do Santos sofrem pressão no fim, mas vencem por 2 a 1

Mesmo com a cabeça na Copa do Brasil e com a pressão no fim do jogo, o time alternativo do Peixe consegue boa vitória no interior e sobe para sétimo

Mesmo com a cabeça na final da Copa do Brasil e com um time sem dez titulares, o Santos conseguiu vencer o Grêmio Prudente na noite deste domingo, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente. O placar de 2 a 1, com o rival perdendo dois pênaltis nos minutos finais, leva o Peixe para a sétima colocação do Campeonato Brasileiro, com 18 pontos ganhos, e derruba o Grêmio para a 14ª, com 14 pontos.
Na próxima rodada do Brasileirão o Santos terá o Internacional como adversário, domingo às 16h (de Brasília) na Vila Belmiro, enquanto o Grêmio Prudente viajará para Sete Lagoas-MG para enfrentar o Cruzeiro, às 18h30m do mesmo dia, na Arena do Jacaré. Antes disso, porém, o Peixe vai ter o seu compromisso mais importante do ano. Na quarta-feira, em Salvador, o time enfrentará o Vitória e pode até ser derrotado por 1 a 0 que será campeão da Copa do Brasil, garantindo vaga para a Libertadores da América de 2011.
E foi por conta da Copa do Brasil que o técnico Dorival Júnior levou um time cheio de reservas para Presidente Prudente. Dos 11 santistas que começaram o jogo, só o goleiro Rafael era titular. Mas nem pelo fato de estar com uma equipe alternativa e que não tem conjunto o Peixe deixou a desejar.
Melhor em campo desde o início, o Santos não demorou a fazer 1 a 0. Aos 5 minutos, Danilo recebeu fora da área, de costas para o gol, girou, viu o goleiro adiantado e acertou o alvo: um golaço.
À frente no placar, o Peixe continuou pressionando. Zé Eduardo teve duas chances de ampliar, aos 11 e aos 27, mas parou no goleiro Giovanni. O Prudente respondeu aos 29, quando Paulo César exigiu grande defesa de Rafael. O Peixe voltou a atacar e, aos 37, Marquinhos carimbou o travessão numa cobrança de falta.
Os primeiros minutos do segundo tempo foram eletrizantes. Aos 2, Deyvid Sacconi chutou de longe e Rafael foi buscar. Aos 7, Léo puxou rápido contra-ataque e mandou na trave. Aí, os jogadores do Grêmio Prudente saíram tabelando, envolvendo a marcação santista, mas Wesley falhou no último toque.
O Santos aumentou a vantagem aos 21 minutos. Marquinhos cruzou e, de fora da área, Rodriguinho acertou um lindo chute para estufar a rede. Se o primeiro já tinha sido um golaço, esse foi ainda mais bonito. Foi o gol de número 500 do Peixe na era dos pontos corridos. De 2003 para cá, ao lado do Cruzeiro, é o melhor ataque do Campeonato Brasileiro.
Achando que a vitória estava assegurada, Dorival aproveitou para poupar também os seus “quase-titulares”. Jogadores como Madson e Marquinhos, que costumam ser as primeiras opções de substituições, foram descansar, dando lugar para novatos como Alan Patrick e Dimba.
Foi justamente quando o Prudente reagiu. Aos 38, Róbson, que tinha entrado no segundo tempo, completou cruzamento de Marcelo Oliveira e descontou. No lance seguinte, a equipe do interior quase chegou ao empate, mas a zaga salvou. Aos 41, Léo derrubou Henrique Dias na área e o árbitro assinalou pênalti. Paulo César cobrou e Rafael defendeu, mandando para escanteio. Na sequência, o Grêmio ainda acertou a trave numa cabeçada de Leonardo. Pressão total.
E não tinha acabado... Aos 47 minutos, mais um pênalti, dessa vez de Danilo em cima de Wesley. Paulo César , que tinha errado o primeiro, deu a oportunidade para Robson. Confiante com o gol marcado um pouco antes, ele pegou a boa, ajeitou, correu, chutou e...acertou a trave. Fim de jogo e vitória do Peixe.


GRÊMIO PRUDENTE 1  X 2 SANTOS
Giovanni; Paulo César, Leonardo, Anderson Luis e Diego (Róbson); Anderson Trindade (Henrique Dias), João Vitor, Marcelo Oliveira e Deyvid Sacconi (Araújo); Wesley e WilliamRafael; Maranhão, Bruno Aguiar, Vinícius e Léo; Rodriguinho, Danilo, Zezinho (Rafael Caldeira) e Marquinhos (Alan Patrick); Madson (Dimba) e Zé Eduardo
Técnico: Toninho CecílioTécnico: Dorival Júnior
Gols: Danilo, aos 5 minutos do primeiro tempo; Rodriguinho, aos 21, e Róbson, aos 37 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Anderson Luís, Paulo César,  William, João Vitor, Marcelo Oliveira, Henrique Dias e Leonado (GRP); Bruno Aguiar, Zezinho, Léo e Danilo (SAN)
Público: 15.890 pagantes. Renda:  R$ 213.350,00
Data: 1º de agosto. Estádio: Eduardo José Farah, em Presidente Prudente (SP). Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxiliares:Gilson Bento Coutinho (PR) e Márcio Luiz Augusto (SP)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Santos perde um caminhão de gols, mas bate Vitória e fica em vantagem


Neymar faz gol de barriga, mas abusa em cobrança de pênalti à la Loco Abreu. Marquinhos, em cobrança de falta no fim, dá mais tranquilidade

Por Adilson Barros, Julyana Travaglia e Diego RibeiroSantos, SP
Um jogo emocionante, tenso, com o Santos pressionando muito, perdendo gols incríveis (desperdiçando até pênalti), mas derrotando o Vitória por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo primeiro duelo das finais da Copa do Brasil. O time baiano poderia até ter dado adeus ao título já nessa primeira partida, tamanha a superioridade santista, mas tem de agradecer o fato de os alvinegros não estarem com a pontaria em dia. E também ao goleiro Lee, que pegou um pênalti e fez defesas incríveis nos minutos finais.
O jogo de volta será na próxima quarta-feira, no Barradão, em Salvador. Agora, o Peixe conquista o título mesmo perdendo por um gol de diferença ou até por dois a partir de 3 a 1 . Ao, Vitória resta ganhar em casa por três gols de diferença ou devolver os 2 a 0 e levar a decisão para os pênaltis.
Peixe pressiona, mas faz apenas um
Foram 21 finalizações, sendo 16 daquelas que podem ser consideradas chances claras de gol. A pressão imposta pelo Santos desde o momento em que o árbitro Leonardo Gaciba apitou o início do jogo foi tão intensa que o Vitória aguentou apenas 14 minutos. A proposta de jogo do Peixe era sufocar o adversário, marcando as saídas de bola. Aos 11, Ganso cobrou uma falta de canhota e acertou o pé direito da trave defendida por Lee. Aos 14, não deu para o time baiano segurar: Pará cruzou da direita, André não alcançou e Neymar apareceu para marcar, de barriga, seu 11º gol na Copa do Brasil. Ele é o artilheiro da competição.
Neymar gol SantosAbraçado pelos colegas, Neymar aponta para o céu após o gol  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

O Vitória tentava tocar a bola para controlar o ímpeto do Santos, mas a marcação santista era forte. Quando conseguiu acertar a troca de bolas, o Leão se aproximou da área e até teve algumas faltas laterais para cobrar. Esse tipo de jogada foi treinada durante a semana, mas, pelo menos no primeiro tempo, os batedores falharam e não conseguiram ameaçar Rafael.
Com a equipe visitante saindo mais, o Santos teve espaços para o contra-ataque, sua maior arma. No entanto, os atacantes falharam na hora H. Robinho, aos 17, perdeu uma ótima chance, quando Alex Sandro fez jogada individual pela esquerda e cruzou para trás. O camisa 7, de primeira, mandou para fora.
Após essa chance, o Santos diminuiu o seu ritmo, e o Vitória passou a ter mais a bola. A entrada do volante Bida no lugar de Rafael Cruz, machucado, melhorou o toque do Vitória. Bida, que passou pelo Peixe, entrou no meio, e Neto Coruja passou para a lateral. Mas isso não foi suficiente para que o Leão ameaçasse efetivamente o gol santista.
Aos 38, em novo contragolpe, o Peixe voltou a perder grande chance. Neymar faz bela jogada individual pela esquerda e cruzou para André. O passe não foi preciso, e o camisa 9 teve de voltar para dominar. Na hora do chute, porém, ele tentou colocar, de esquerda. O chute saiu torto.
Neymar abusa e perde; Marquinhos alivia
O jogo recomeçou após o intervalo com o Santos numa pressão ainda maior que a do primeiro tempo. Muito mais rápido, mais bem posicionado, trocando passes insinuantes, o Peixe acuou o Leão, que ficou preso dentro de sua área sendo bombardeado. Mas todo esse domínio não significou gols. O melhor ataque da Copa do Brasil falhou na hora H. Neymar que o diga.
Logo aos cinco minutos, o camisa 11 apareceu livre pela esquerda, mas errou o chute. Aos sete, Robinho arriscou de fora. Lee espalmou, e a bola sobrou para André, que cruzou para Ganso, que entrava livre. O meia, com o gol aberto, mandou para fora. O Peixe também pecava no penúltimo passe, insistindo em chutes quando a melhor opção era o cruzamento.
Aos 27, a chance definitiva. Neymar embaralhou as pernas à frente de Wallace e sofreu o pênalti. Na batida, o garoto abusou. Tentou dar uma cavadinha à la Loco Abreu e a bola foi mansa, lenta, recuada para o goleiro Lee, que não se mexeu.
A torcida do Santos, enfurecida, passou a vaiar Neymar. Para aumentar ainda mais a irritação dos torcedores, Dorival Júnior tirou Robinho e Ganso do time, para as entradas de Zé Eduardo e Marquinhos, respectivamente. Os santistas não perdoaram e passaram a chamar o treinador de “burro”.
No entanto, Dorival mostrou ter sorte. Em seu primeiro lance, aos 38, Marquinhos acertou uma bela cobrança de falta e, enfim, fez o tão sofrido segundo gol santista. Festa da torcida, que comemorou após muito sufoco. E o terceiro só não saiu porque Lee fez duas defesas na sequência em chutes de Zé Love.

SANTOS 2 X 0 VITÓRIA
Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso (Marquinhos); Robinho (Zé Eduardo), André (Marcel) e NeymarLee, Rafael Cruz (Bida), Wallace, Anderson Martins e Egídio; Vanderson, Neto Coruja, Fernando e Ramón (Renato); Elkeson e Schwenck
 
Técnico: Dorival JúniorTécnico: Ricardo Silva
Gols: Neymar, aos 14 minutos do primeiro tempo; Marquinhos, aos 38 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Schwenck, Anderson Martins, Ramón, Vanderson (Vitória), Durval, Pará (Santos)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Leonardo Gaciba (RS).Auxiliares: Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR). Renda e Público: 14.060 pagantes/R$ 1.151.380,00

domingo, 25 de julho de 2010

Santos vence graças a gol contra e mantém pressão sobre São Paulo


Equipe de Dorival Júnior, que vinha de três derrotas seguidas, consegue triunfo por 1 a 0 na Vila Belmiro e deixa rival perto da zona de perigo

Por Julyana Travaglia e Marcelo PradoSantos
O Santos interrompeu na tarde deste domingo a série de três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Derrotou o São Paulo por 1 a 0 na Vila Belmiro e ganhou confiança a três dias da primeira decisão da Copa do Brasil, contra o Vitória. De quebra, mantém o clima de tensão no rival, que também terá uma semana importante. Na quarta-feira, a equipe do Morumbi enfrenta o Internacional, pela semifinal da Taça Libertadores da América, tendo conquistado apenas um empate nas últimas quatro partidas.
Na tabela de classificação, o Santos foi a 15 pontos e subiu para a oitava colocação. Na próxima rodada, no domingo, enfrenta o Grêmio no Olímpico. Já o Tricolor, que estacionou nos 12 pontos e caiu para a 15ª posição, pega o Ceará no sábado, no Morumbi.
Pouca emoção no primeiro tempo
Dorival Júnior e Ricardo Gomes utilizaram estratégias diferentes no clássico. O primeiro optou por poupar apenas três titulares (Pará, Wesley e Robinho), enquanto o tricolor foi mais radical e tirou seis atletas do começo da partida (Jean, Alex Silva, Miranda, Rodrigo Souto, Marlos e Hernanes). Somam-se aos desfalques o lateral-esquerdo Junior Cesar (suspenso) e os atacantes Dagoberto e Fernandão (que voltaram a treinar fisicamente no último sábado).
Com isso, quem foi à Vila Belmiro pôde observar jogadores que têm poucas oportunidades. Do lado alvinegro, as novidades foram o lateral-esquerdo Alex Sandro e o volante Rodriguinho. Pelo tricolor, o volante Casemiro, o lateral-esquerdo Diogo e quarto-zagueiro Samuel estrearam.
Com posturas opostas, a leitura do primeiro tempo foi muito clara: enquanto o Santos tomou a iniciativa e confiou na troca rápida de passes, o São Paulo apostou na marcação forte e na saída rápida para os contra-ataques. Assim, o jogo teve poucos momentos de emoção nos primeiros 45 minutos, pois ficou concentrado em metade do campo. Atuando com o apoio de sua torcida, o Santos teve maior posse de bola, mas não espaço para jogar. Em determinados lances, o Tricolor se defendeu com até oito homens, deixando apenas Marcelinho Paraíba e Fernandinho além da linha do meio-campo.
Aos 12 minutos, a primeira jogada de perigo. Em cobrança de falta (inexistente) de Diogo em Alex Sandro, Marquinhos bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni, que defendeu. Na volta, Neymar chutou, e o goleiro fez um milagre. O juiz Luiz Flávio de Oliveira já havia parado o lance para marcar impedimento do camisa 11 do Peixe. No lance, Marcel deu uma cabeçada na nuca de Renato Silva, que caiu no gramado e desmaiou. Após momentos de preocupação, com os dois departamentos médicos trabalhando juntos, o jogador recuperou os sentidos, e a partida recomeçou (veja o lance).
Aos 20, o Peixe construiu sua única jogada de perigo com a bola rolando. Após cruzamento da esquerda de Alex Sandro, Marquinhos ajeitou a bola para Marcel, que deu passe para Neymar bater por cima do gol.
Daí para frente, o jogo caiu de rendimento. O Santos não teve espaços para criar, e o São Paulo, quando teve o contra-ataque, pecava pela lentidão e pela falta de uma referência na área. Tanto que só assustou no primeiro tempo em dois chutes de longe, bem defendidos por Rafael. O primeiro foi aos 35, com Richarlyson, e o segundo com Marcelinho Paraíba, aos 44.
Etapa complementar
Os dois times voltaram sem alteração para o segundo tempo. A partida recomeçou mais acesa. Logo aos dois minutos, Rogério Ceni cobrou falta da entrada da área e Rafael defendeu firme. A resposta santista veio quatro minutos depois, quando Ganso recebeu na área e tocou para Marquinhos, que bateu à esquerda do gol de Ceni.
O jogou melhorou porque ficou mais aberto. O São Paulo avançou o seu meio-campo e passou a buscar o ataque, o que não havia acontecido até então. Entretanto, no momento em que o Tricolor era melhor, o Santos abriu o marcador. Marquinhos cobrou falta pela direita, e Renato Silva foi surpreendido pela bola, cabeceando para o próprio gol: 1 a 0, aos 14 minutos. Na comemoração, um torcedor, de sunga, invadiu o gramado para festejar. Foi rapidamente contido pelos policiais e levado preso. 
Com a mudança no placar, os dois treinadores resolveram fazer alterações. No Peixe, o garoto Breitner entrou na vaga de Marquinhos. No Tricolor, Washington entrou no lugar de Jorge Wagner. Com isso, Marcelinho Paraíba, que tentava jogar como atacante, sem sucesso, foi recuado para o meio-campo. Aos 25, quase saiu o segundo gol: Neymar recebeu passe de Ganso e entregou a bola para Danilo, que bateu à esquerda de Rogério Ceni. No minuto seguinte, Gomes fez a segunda alteração, sacando Cléber Santana e colocando Hernanes. No seu primeiro lance, aos 30, ele fez boa jogada individual, mas bateu errado da entrada da área, à direita do gol adversário.
Com as mudanças, o São Paulo cresceu em campo. Aos 32, após cruzamento de Marcelinho Paraíba pela direita, Washington, de cabeça, acertou o travessão (veja no vídeo acima). Na sequência do lance, a bola foi cruzada novamente na área, e o mesmo camisa 9 só não marcou porque Edu Dracena salvou de cabeça. O Santos, sentindo a evolução do rival, ganhou novo gás no meio-campo com a entrada de Wesley no lugar de Danilo. Depois, Zé Eduardo ficou com a vaga de Neymar. Do lado tricolor, Ricardo Gomes tentou uma última cartada, com Marlos na vaga de Marcelinho Paraíba, mas não foi feliz.
SANTOS 1 X 0 SÃO PAULO
Rafael; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Rodriguinho, Danilo (Wesley), Marquinhos (Breitner) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Zé Eduardo) e MarcelRogério Ceni; Renato Silva, Xandão, Samuel e Diogo; Casemiro, Richarlyson, Cléber Santana (Hernanes) e Jorge Wagner (Washington); Fernandinho e Marcelinho Paraíba (Marlos).
Técnico: Dorival JuniorTécnico: Ricardo Gomes
Gols: Renato Silva (contra), aos 14min do 2º tempo
Cartões amarelos: Maranhão (Santos) e Diogo (São Paulo)
Estádio: Vila Belmiro, em Santos (SP). Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP). Auxiliares: Carlos Augusto Nogueira Junior (SP) e Marcio Luiz Augusto(SP). Renda e Público:R$ 255.380,00 / 9.367 pagantes