Postagem em destaque

VITÓRIA POR 1X0 E AVANÇO NA COPA DO BRASIL

domingo, 9 de maio de 2010

No duelo de campeões estaduais, Bota e Santos empatam no Rio


Vencedores do Carioca e do Paulistão, times brindam torcedor com ótimo espetáculo. No fim, igualdade no marcador e emoção até o último minuto

Por Márcio IannaccaRio de Janeiro
Deu empate no duelo entre os campeões carioca e paulista. Botafogo e Santos empataram por 3 a 3, na noite deste sábado, no Engenhão, na estreia das equipes no Campeonato Brasileiro-2010. O duelo pela primeira rodada foi marcado pela boa atuação dos dois times, que buscaram o gol a todo instante no Rio de Janeiro. Mesmo sem cinco titulares, o Peixe teve mais domínio e vencia o jogo até os 43 do segundo tempo, mas Herrera deixou tudo igual usando a arma mais eficiente do time carioca: a cabeça.
Com o resultado, as duas equipes somaram seu primeiro ponto na competição nacional. Na próxima rodada, o Bota vai pegar o São Paulo, no Morumbi. Os paulistas encaram o Ceará, na Vila Belmiro. Os dois jogos serão no próximo domingo, dia 16.
Glorioso abre o marcador, leva a virada do Peixe e iguala tudo no fim da etapa inicial
Incentivado pelo seu torcedor, o Botafogo iniciou a partida priorizando os contra-ataques e, principalmente, as bolas aéreas lançadas para o uruguaio Loco Abreu, como de praxe. Já o Santos procurava chegar ao gol de Jefferson com os toques de bola da garotada comandada por Neymar. Sem cinco titulares (Léo, Edu Dracena, Arouca e os astros Paulo Henrique Ganso e Robinho), todos poupados para o jogo da próxima quarta-feira contra o Grêmio, pelas semifinais da Copa do Brasil, os paulistas não se intimidaram com a pressão das arquibancadas.
Mas foi o Botafogo quem abriu o marcador. A tática tão utilizada na campanha do título carioca surtiu efeito diante do campeão paulista. Aos seis minutos, Túlio Souza cobrou escanteio, e a defesa do Santos afastou mal. Fábio Ferreira chutou ainda pior, da entrada da área, mas Antônio Carlos acompanhava a jogada e consertou. Dentro da área, o zagueiro só teve o trabalho de deslocar Felipe, de cabeça, para abrir o placar no Engenhão e incendiar o torcedor. Porém, o Peixe não sentiu o golpe e seguiu com maior posse de bola.
Após tanto rondar a meta dos donos da casa, o visitante conseguiu igualar e virar o marcador em apenas dois minutos. Aos 30, Alex Sandro deu ótimo passe para Marquinhos já dentro da área. Livre, o meia olhou para a marca do pênalti e rolou para Neymar. O garoto bateu de primeira para empatar. O goleiro Jefferson nada pôde fazer. Em seguida, Somália cortou mal e serviu André. Na entrada da pequena área, ele chutou forte no canto direito: 2 a 1.
A virada esfriou o ânimo dos torcedores no Engenhão. Mesmo desfalcado, o jovem time do Peixe tocava a bola, impondo o seu ritmo de jogo. Quando parecia que os paulistas levariam a vantagem para o intervalo, o Botafogo empatou. Aos 45, Alessandro cobrou falta na entrada da área e acertou o traseiro do árbitro Leonardo Gaciba, que tentou sair, em vão, da trajetória da bola. Renato Cajá foi esperto e tocou para Antônio Carlos. Livre, o zagueiro concluiu e igualou o placar, acordando novamente a torcida no Engenhão.
Dois gols na etapa final selam a bela apresentação de Santos e Botafogo
O Botafogo voltou para o segundo tempo mais ofensivo. Joel apostou nas entradas de Edno e do talismã Caio nas vagas de Túlio Souza e Renato Cajá, respectivamente. As duas equipes se lançaram ao ataque em busca do terceiro gol. Aos dois minutos, Madson recebeu pelo lado esquerdo da grande área e soltou a bomba. Jefferson defendeu em dois tempos, evitando o gol dos paulistas.
Após o lance, o Botafogo subiu de produção e passou a assustar mais o adversário. As alterações feitas por Joel surtiram efeito, principalmente por conta de uma aproximação maior entre o setor de meio-campo e a dupla de ataque formada por Abreu e Herrera. Aos 13, o uruguaio subiu mais do que a zaga do Peixe e cabeceou por cima do gol de Felipe. Um minuto depois, o argentino quase deixou a sua marca. Ele passou por dois adversários e chutou de fora da área, rente à trave direita.
A partir da saída de Neymar, aos 18, o Santos caiu de produção e passou a ser pressionado pelo Botafogo. Sem um de seus principais jogadores, o Peixe foi obrigado a marcar mais de perto o  quarteto ofensivo dos donos da casa. E foi aí que surgiu o primeiro cartão amarelo da partida. Aos 22 minutos da etapa final, Alex Sandro foi punido por Leonardo Gaciba após falta dura no argentino Herrera.
O ritmo da partida caiu a partir dos 25 minutos. As duas equipes erravam muitos passes e abusavam das faltas. Sem Neymar, Madson e Wesley eram os responsáveis por organizar os lances de ataque do Peixe. E foi um uma jogada do volante que os paulistas voltaram a ficar em vantagem no marcador. Aos 35, ele cruzou na cabeça de Zé Eduardo, que só escorou para tirar Jefferson da jogada e marcar o terceiro dos visitantes.
Mais uma vez, o Botafogo foi obrigado a correr atrás do marcador. E teve o esforço premiado. Aos 43, Marcelo Cordeiro bateu falta da direita, e Herrera se antecipou a Felipe, tocando de cabeça para empatar. O Alvinegro carioca ainda teria mais uma chance em nova cobrança de falta próxima à area - Alex Sandro, do Peixe, foi expulso no lance ao receber o segundo amarelo. Porém, Marcelo Cordeiro desta vez errou o cruzamento ao acertar a barreira. Em seguida, Gaciba encerrou o jogo, cujo resultado acabou sendo justo pelo esforço das duas equipes.
BOTAFOGO 3  X 3 SANTOS
Jéfferson, Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro (Marcelo Cordeiro), Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Edno), Renato Cajá (Caio) e Somália; Abreu e HerreraFelipe, Maranhão, Bruno Aguiar, Durval, Alex Sandro; Roberto Brum (Rodrigo Mancha), Wesley e Marquinhos; Madson (Breitner), Neymar (Zé Eduardo) e André.
Técnico: Joel SantanaTécnico: Dorival Júnior
Gols: Antônio Carlos, aos seis minutos, Neymar, aos 30 minutos, André, aos 32 minutos, Antônio Carlos, aos 45 minutos do primeiro tempo; Zé Eduardo, aos 35 minutos, Herrera, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Herrera (Botafogo); Alex Sandro, Zé Eduardo, Wesley (Santos). Cartão vermelho:
Alex Sandro (Santos)
Árbitro: Leonardo Gaciba (RS)
Auxiliares: Paulo Ricardo Silva Conceição (RS) e Marcelo Bertanha Barison (RS)
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Renda: R$ 475.095,00
Público: 22.156 pagantes

domingo, 2 de maio de 2010

É campeaaaooooo, É campeãoooooooooooooo!!!!!!!


Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM

Foi sofrido: com três jogadores expulsos e bola do Santo André na trave nos últimos minutos, Santos perde por 3 a 2 e é campeão paulista em dia de atuação brilhante do maestro Ganso

Sofrido: com oito jogadores, mas com Ganso em tarde mágica, Peixe é campeão

Alvinegro perde o jogo para o Santo André por 3 a 2, mas ganha o título no Pacaembu graças à vantagem adquirida na primeira fase
Adilson Barros, Julyana Travaglia e Carlos Augusto FerrariSão Paulo
Tamanho da letra
Foi sofrido. Muito sofrido. O 18º título paulista do Santos saiu a fórceps neste domingo, no Pacaembu. O time que deu show durante todo o Estadual teve de suar muito, mas confirmou o favoritismo e levantou o troféu após perder por 3 a 2 para o Santo André - mesmo placar da vitória santista no primeiro jogo. A vantagem de jogar por dois resultados iguais garantiu a conquista dos alvinegros, que terminaram a partida com oito jogadores em campo. Épico. 

A marca de cem gols no ano foi atingida pelo time de Robinho, Neymar e, principalmente, Paulo Henrique Ganso - que foi um gigante na decisão e compensou, sozinho, a perda de Léo, Marquinhos e Brum, expulsos. Neymar marcou duas vezes para os santistas. Nunes, Alê e Branquinho fizeram para o Ramalhão, que, bravamente, caiu de pé.  

Marcos Alves/AGÊNCIA O GLOBO

Robinho, Arouca e Paulo Henrique (17) comemoram após o apito final no Pacaembu

  

Gols, expulsões e Ramalhão na frente

O primeiro tempo foi eletrizante, nervoso, aberto e com muitos gols. O Santos entrou em campo para festejar, mas esqueceu-se de que título só se comemora após o apito final. O Santo André, ligado, dividindo todos os lances e consciente de que disputava uma final, surpreendeu logo aos 30 segundos de jogo. Branquinho lançou Cicinho, na direita, às costas de Léo. O lateral do Ramalhão invadiu a área, driblou o goleiro Felipe e chutou cruzado. Antes de a bola entrar, Nunes empurrou para o gol.

O Peixe não se encolheu e foi para cima. Aos sete minutos, Marquinhos achou Robinho dentro da área. De letra, o Rei das Pedaladas tocou para Neymar na marca do pênalti. Ele se livrou de três marcadores e estufou a rede com um forte chute de direita.
 
O problema do Santos é que, se o ataque é insinuante, rápido e imprevisível, a zaga às vezes é lenta e desatenta. O Ramalhão seguiu em cima, dividindo todas as bolas com muita força e vontade. Na frente, Bruno César, Branquinho e Rodriguinho, com movimentação constante, bagunçavam a defesa adversária. Aos 15 minutos, Branquinho livrou-se da marcação pelo meio e mandou a bomba. A bola explodiu na trave. Em seguida, aos 17, Carlinhos desceu pela esquerda e cruzou para Rodriguinho marcar de cabeça. No entanto, a auxiliar Maria Eliza Barbosa errou e marcou impedimento de Carlinhos, cuja posição era legal.

O Ramalhão seguia em cima e, aos 19, fez o segundo gol. Após cobrança de escanteio pela direita, Alê apareceu na área. A zaga santista ficou olhando, e o volante completou de cabeça para o gol. 

Ouça os gols da partida na voz de Oscar Ulisses 

O jogo, além de corrido, era nervoso. Neymar buscava o drible, e os marcadores faziam falta. Aos 22 minutos, Alê chegou de forma mais dura numa dividida com o garoto santista, provocando uma grande confusão. Ganso tomou as dores do amigo e partiu para cima do volante. E Léo e Nunes começaram uma ríspida discussão paralela, perto da linha lateral. Foram expulsos. Os andreenses reclamaram muito do comportamento de Neymar em campo.

- Ele é um cai-cai do c******... - esbravejou o goleiro Júlio César.  

Com os dois times atuando com dez jogadores, o Santos passou a controlar melhor a posse de bola. A defesa alvinegra já não tinha tanto trabalho para marcar apenas Rodriguinho à frente, e o Peixe, de passe em passe, chegou ao seu segundo gol. Aliás, outro golaço. Robinho ganhou dividida na intermediária e passou a bola para Ganso, que, de calcanhar, encontrou Neymar entrando pela esquerda. O garoto, de canhota, teve tranquilidade para colocar a bola no canto direito, longe do alcance de Júlio César.

Clique e veja a galeria com fotos da finalíssima 

Quando o jogo estava sob controle do Peixe, Marquinhos se precipitou e acertou um carrinho por trás, desnecessário, em Branquinho. Foi expulso, deixando o time com nove jogadores. Aí, o jogo ficou à feição para o rápido time do ABC paulista. Com o adversário escancarado, Bruno César acertou belo passe para Branquinho, que entrava pelas costas da defesa santista. O meia girou e bateu colocado, de direita, sem chances para Felipe, desempatando novamente o jogo: 3 a 2. Faltava um gol para o Ramalhão, já que o resultado ainda dava o título ao primeiro colocado da fase de classificação. 

Fim de jogo dramático após outra expulsão

O Santos voltou mais bem posicionado para o segundo tempo. Dorival Júnior abriu Robinho pela direita e Neymar pela esquerda. Ganso jogava pelo meio. Arouca e Mancha marcavam pelo meio. Mesmo com um a menos, o Peixe conseguia ameaçar. Logo aos três minutos, num lindo passe diagonal, Ganso enxergou Robinho. O gol só não saiu porque o atacante chegou atrasado.

O Ramalhão, porém, continuava bem vivo no jogo. Sempre que Bruno César ou Branquinho pegava na bola, o time do ABC criava jogadas perigosas. Aos cinco minutos, Rodriguinho recebeu de Bruno, driblou Felipe e chutou para o gol. Arouca, que entrava por ali, salvou o Alvinegro Praiano.

Aos 17, Dorival tirou Robinho para colocar o atacante André. A missão do centroavante era correr atrás dos zagueiros para tentar dificultar as saídas de bola do Ramalhão. Com essa mudança, o Santos deixou de ser ameaçado momentaneamente. Ganso assumiu o comando do time e passou a prender a bola no meio. Neymar tentava partir para cima, mas caía a toda hora. Aos 32, foi substituído por Roberto Brum. 
  
O Santos tinha o jogo sob controle. Mesmo com um a menos, marcava bem e não dava chances para o Santo André. Até que Brum cometeu o mesmo vacilo de Marquinhos. Fez falta por trás em Pio e recebeu o vermelho. O Peixe tinha apenas oito jogadores em campo, e a partida se tornou dramática. Dorival Júnior, prontamente, mandou o zagueiro Bruno Aguiar para o campo. Ganso iria sair, mas foi firme. Virou-se para o banco e gritou:

- Eu? Eu não. Vou ficar aqui!

André, então, foi sacado.
  
Melhor para o Peixe. O meia prendeu a bola na frente, chamou falta, cavou escanteio.

A essa altura, o Ramalhão já tinha Rodriguinho, Rodrigão e Pio, todos praticamente dentro da área. O Peixe se segurava como podia. Aos 45 minutos, o momento de maior tensão para os torcedores santistas: Rodriguinho completou um cruzamento da direita, e a bola tocou na trave, com Felipe torcendo para ela não entrar.

Angustiados, os torcedores santistas, de pé, exigiam o fim do jogo no Pacaembu. Com o apito final, aos 49 minutos, a explosão de alegria começou. Agora, a terceira geração dos Meninos da Vila confirma o destino do Santos: ser formador de meninos campeões.  


Ficha técnica: 
SANTOS 2 x 3 SANTO ANDRÉ
Felipe, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Roberto Brum) e Robinho (André).Júlio César, Cicinho (Rômulo), Halisson, Cesinha e Carlinhos; Alê (Pio), Gil, Branquinho (Rodrigão) e Bruno César; Rodriguinho e Nunes.
Técnico: Dorival Júnior.Técnico: Sérgio Soares.
Gols: Nunes, aos 30 segundos, Neymar, aos sete minutos, Alê, aos 19, Neymar, aos 31, e Branquinho, aos 44 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Rodriguinho, Júlio César, Alê, Carlinhos, Cicinho, Rômulo, Halisson (Santo André), Pará, Neymar, Paulo Henrique Ganso (Santos). Cartão vermelho: Nunes (Santo André) e Léo, Marquinhos e Roberto Brum (Santos)
Público e renda: 35.001 pagantes e R$ 2.349.455.
Estádio: Pacaembu, em São Paulo. Data: 02/05/2010. Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho. Auxiliares: Maria Eliza Correia Barbosa e Daniel Paulo Ziolli.
http://globoesporte.globo.com

sábado, 1 de maio de 2010

Dorival vê Santos pronto para fazer uma "grande exibição"


A equipe que encantou o futebol brasileiro está pronta para confirmar o favoritismo na decisão doCampeonato Paulista. O técnico Dorival Júnior afirmou neste sábado que o Santos tem condições de fazer uma "grande exibição" no encontro com o Santo André, na tarde de domingo, no Pacaembu.
"O Santos está preparado. Teremos uma partida complicada, mas espero uma grande exibição e que o Santos alcance o que foi preparado durante toda a temporada", afirmou o comandante, à TV Globo.
O zagueiro Edu Dracena, que é um dos atletas mais experientes do elenco, seguiu o discurso do treinador e também manifestou convicção na força do Peixe.
"Estamos preparados para o que der e vier. Será um grande jogo, estamos preparados e queremos concretizar o trabalho com um título", afirmou.
Depois do triunfo por 3 a 2 na primeira partida da decisão, o Santos tem a vantagem de ser campeão mesmo em caso de derrota por um gol de diferença.